Após uma sequência de anos quentes e concentrados, 2021 trouxe frescura ao longo do ciclo vegetativo e mesmo durante a vindima. A disponibilidade hídrica do solo duriense tem um impacto muito forte nas videiras e nos mostos. As chuvas de inverno satisfaze ram as reservas até à fase do pintor, mas em julho e agosto a ausência de água fez-se sentir. No entanto, as noites mais frias e a ausência dos costumeiros picos de calor fizeram com que as maturações se desenrolassem de forma equilibrada. As inesperadas chucas de setembro vieram colmatar as necessidades de água. Apesar de ameaçarem o estado sanitário das vinhas, e a concentração dos bagos, um acompanhamento atento e a decisão certeira do momento de vindima foram determinantes para a qualidade final dos v inhos.
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